leaowebc - Indústria – leaowebc – leaowebchttps://www.kaoshiol.comAcesse conteúdos jornalísticos, nos mais variados formatos, focados na informação como aliada das micro e pequenas empresasTue, 14 Nov 2023 21:02:49 +0000pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.2.3leaowebc - Indústria – leaowebc – leaowebchttps://www.kaoshiol.com/inovacao-e-tecnologia/brasil-mais-produtivo-tera-r-2-bi-para-transformacao-digital-de-micro-pequenas-e-medias-industrias/Tue, 14 Nov 2023 21:02:49 +0000https://www.kaoshiol.com/?p=18389Promover o salto tecnológico de micro, pequenas e médias empresas industriais brasileiras é o foco principal do novo programa Brasil Mais Produtivo, que será oficialmente lançado nesta quinta-feira (16) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin. O lançamento acontecerá às 10h na sede da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília.

“Trata-se do maior e mais impactante programa de produtividade e transformação tecnológica para micro, pequenas e médias empresas industriais já implantado no Brasil, conectado com a política de neoindustrialização inovadora, sustentável e indutora do desenvolvimento social”, afirma o ministro. “Com isso, ganhamos em competitividade e geramos emprego e renda de alto valor agregado – tanto na indústria como nos serviços”.

A nova fase do programa vai destinar R$ 2,037 bilhões para o engajamento digital de 200 mil indústrias, com atendimento direto a 93,1 mil empresas nos próximos três anos. Para fortalecer ainda mais a iniciativa, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria Comércio e Serviços (MDIC) articulou e trouxe para dentro do programa as instituições financiadoras BNDES, Finep e Embrapii, que agora se somam às parcerias já consolidadas com ABDI, Sebrae e SENAI – esses dois últimos como executores e com aporte de recursos próprios.

Com a união inédita de vários parceiros estratégicos, o novo Brasil Mais Produtivo oferecerá um ciclo completo de acesso ao conhecimento. As empresas atendidas vão entrar numa Jornada de Transformação Digital que passa por aperfeiçoamento da força de trabalho, requalificação, melhores práticas de gestão, digitalização, otimização de processos produtivos e aumento de eficiência energética, culminando com crédito a juros baixos ou recursos não-reembolsáveis para adoção de tecnologias ligadas à indústria 4.0 e às smart factories, ou fábricas inteligentes.

Visão sistêmica

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, o programa vai construir um ecossistema de produtividade excepcional no país.

“É um passo importante para posicionarmos o que queremos para a indústria brasileira, já que enfrentamos graves problemas de produtividade. O programa se difere de outros pela visão sistêmica e capacidade de investimento, pois une consultoria a ação educacional para que os trabalhadores da indústria se apropriem do conhecimento e tenham autonomia para continuar o processo depois da saída do consultor”, acrescenta Alban.

Já a gerente de Transformação Digital da ABDI, Adryelle Pedrosa, destaca que os empresários entendem a importância da inovação, sabem que precisam agir e estão abertos a transformar seus negócios.

“Isso foi demonstrado no Mapa da Digitalização das MPEs brasileiras, realizado pela Agência em parceria com a FGV”, lembrou Adryelle. “O levantamento apontou que 68% deles estão abertos para participar de um programa de aceleração de sua maturidade digital. E o Brasil Mais Produtivo atua justamente nessa direção”, afirmou.

Estima-se que, de todas as empresas atendidas nesta nova fase do Brasil Mais Produtivo, ao menos 8,2 mil alcancem a chamada “fronteira tecnológica” ao final do processo – com instalação de sensores digitais na linha de produção, interligação de sistemas por computação em nuvens, utilização de Big Datas, IoT (internet das coisas), impressão 3D e inteligência artificial.

BNDES, Finep e Embrapii serão especialmente importantes nessa fase.

“Estamos engajados em apoiar o fortalecimento deste programa fundamental para a aceleração da difusão de tecnologias digitais, que irá contribuir para o aumento da produtividade e da competitividade da economia”, disse o presidente da Finep, Celso Pansera.

Segundo ele, a transformação digital é essencial para a indústria brasileira e é um dos focos prioritários de apoio pela Finep. “Ao adotar tecnologias avançadas de digitalização, as empresas otimizam seus processos, reduzem custos e melhoram a qualidade de seus produtos”, afirmou.

Já diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon, destaca que a participação no novo Brasil Mais Produtivo reforça a missão do banco no apoio às micro, pequenas e médias empresas.

“A digitalização de processos e a inserção de novas tecnologias de manufatura avançada são essenciais para a recuperação da produtividade, ajudando também a promover a integração da indústria com o setor de serviços de valor agregado”, disse ele. “Essa parceria entre as diversas instituições, com a utilização dos recursos e instrumentos de maneira complementar, está totalmente alinhada à nova política industrial. E a união de esforços permitirá a ampliação do impacto no apoio à inovação e digitalização”.

Para o diretor de Planejamento e Relações Institucionais da Embrapii, Igor Nazareth, os maiores trunfos do novo Brasil Mais Produtivo são o olhar abrangente sobre as necessidades internas das empresas para promover ganhos de produtividade e a transformação digital, e o encadeamento de diferentes instrumentos e instituições para oferecer um apoio completo.

“As etapas iniciais do programa apoiam os primeiros passos das empresas na melhoria de processos e na transformação digital. A Embrapii entra nas etapas mais avançadas para complementar o que é oferecido pelos demais parceiros. Vamos oferecer recursos não reembolsáveis e apoio técnico das nossas Unidades para fomentar o desenvolvimento de novas tecnologias digitais que tragam ganhos de produtividade para a indústria brasileira como um todo”, destaca Nazareth.

Jornada de Transformação Digital

O Brasil Mais Produtivo existe desde 2016. De lá para cá, as instituições parceiras têm atuado separadamente em duas frentes: enquanto o Sebrae presta consultorias ao setor de Comércio e Serviços, o SENAI atende a indústria.

Na nova configuração, as unidades do SENAI e do Sebrae atuarão de forma coordenada, identificando as metodologias que melhor se aplicam às empresas atendidas, com técnicas para promoção de manufatura enxuta e eficiência energética, adoção de melhores práticas de produtividade e digitalização da gestão do negócio.

Nas etapas de apoio à transformação digital propriamente dita, o primeiro passo será a elaboração de diagnóstico da maturidade para adoção de tecnologias industriais inteligentes, seguido de elaboração de projeto customizado, solução de financiamento e acompanhamento da implantação.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, destaca que, para a indústria voltar a crescer, é fundamental apoiar as micro e pequenas empresas desse setor.

O Sebrae vai preparar esses empreendedores tanto para as oportunidades como para os desafios da nova política industrial. Os pequenos negócios são peça-chave para a neoindustrialização brasileira. O Sebrae tem o compromisso da inovação, da sustentabilidade e inclusão.

Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional.

Ele lembra que o programa prevê várias etapas e que caberá ao Sebrae, junto com outros parceiros, a sensibilização de 200 mil empresas.

A porta de entrada para todas as empresas que pretendem participar do Brasil Mais Produtivo, inclusive dos setores de comércio e serviços, que continuarão a ser atendidos normalmente, é o site da ABDI, que vai direcionar os interessados para as modalidades do programa e para as respectivas páginas dos parceiros Sebrae e SENAI.

Para esta nova fase do programa, o SENAI desenvolveu uma plataforma digital com materiais, cursos e ferramentas de produtividade e transformação digital que facilitarão o aprendizado e a aplicação contínua por parte das empresas.

Nova política industrial

A modernização tecnológica das pequenas e médias empresas faz parte da Nova Política Industrial Brasileira, que está em construção no Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e é guiada pelo conceito de missões.

São seis as missões definidas pelo CNDI. Entre elas, a que mais se alinha ao novo Brasil Mais Produtivo é a Missão 4, que busca “aumentar a produtividade da indústria brasileira por meio da incorporação de tecnologias digitais, especialmente as desenvolvidas e produzidas no país”.

Modalidades do programa

O novo Brasil Mais Produtivo terá quatro modalidades de atendimento até 2027, a saber:

  • Plataforma de produtividade

– Até 200 mil micro, pequenas e médias empresas terão acesso a cursos, materiais e ferramentas sobre produtividade e transformação digital.

  • Diagnóstico e melhoria de gestão

– Até 50 mil micro e pequenas empresas receberão orientação e acompanhamento contínuo de Agentes Locais de Inovação e outros instrumentos do Sebrae para aumento da produtividade, além de projetos setoriais do Sebrae que também serão oferecidos.

  • Otimização de processos industriais – consultoria mais educação profissional

– Até 30 mil micro e pequenas empresas serão atendidas por consultoria em Lean Manufacturing ou Eficiência Energética e aperfeiçoamento profissional do SENAI.

– Até 3 mil médias indústrias serão atendidas por consultoria em Lean Manufacturing ou Eficiência Energética e aperfeiçoamento profissional do SENAI.

  • Transformação Digital

– 360 empresas apoiadas com desenvolvimento de tecnologias 4.0.

– 8,4 mil MPMEs serão beneficiadas com soluções desenvolvidas por empresas provedoras de tecnologias 4.0, via chamadas Smart Factory, além da possibilidade de contratação de pós-graduação em Smart Factory do SENAI com desconto.

– Até 1,2 mil médias empresas serão contempladas com um plano completo de transformação digital, da elaboração do projeto de investimento ao acompanhamento.

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leaowebc - Indústria – leaowebc – leaowebchttps://www.kaoshiol.com/inovacao-e-tecnologia/em-recorde-historico-mercopar-gera-r-563-milhoes-em-negocios/Mon, 23 Oct 2023 11:47:42 +0000https://www.kaoshiol.com/?p=17849Em recorde histórico, a Mercopar finalizou sua 32ª edição contabilizando R$ 563 milhões em negócios gerados – um crescimento de 31% em relação ao ano anterior. Promovido pelo Sebrae RS em parceria com a Fiergs, o evento recebeu um público de 39,5 mil visitantes – somados acessos presenciais e virtuais – durante os quatro dias de programação no Centro de Feiras e Eventos Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS).

Carbono neutro e com a temática ESG no centro de sua programação de conteúdo, a Mercopar 2023 fortaleceu a sua vocação para a geração de conexões e fomento de oportunidades que tem há mais de três décadas.

Seja pelos indicadores de crescimento, pelas conexões geradas ou pela qualidade dos conteúdos apresentados, não temos dúvidas de que a Mercopar atingiu um novo patamar. Com o conceito de evento permanente, lançado durante a Feira, vamos fortalecer ainda mais nossa atuação e levar o leque de oportunidades desenvolvidas pelo Sebrae RS para a indústria com foco na geração de resultados o ano todo.
André Godoy, diretor-superintendente do Sebrae RS.

Os resultados não vieram por acaso. Antes mesmo de ter início, a maior Feira de inovação industrial da América Latina já garantia atributos para a realização de uma edição histórica ao reunir um número recorde de 625 expositores – 113 a mais do que em 2022 – e ocupar 38 mil metros quadrados de área – seis mil a mais do que na edição passada.

Entre empresas de segmentos como metalmecânico, tecnologia da informação, energia e meio ambiente, borracha, automação industrial, plástico, eletroeletrônico, movimentação e armazenagem, além destartups, a Feira recebeu pequenas, médias e grandes empresas de diversos estados brasileiros. O evento atendeu ou superou as expectativas para 96,4% das empresas expositoras, que já expressaram a intenção de retornar em 2024.

Uma das ferramentas de geração de negócios mais importantes, o Projeto Comprador também teve uma performance especial. Em quatro dias, foram mais de 4.300 agendas que conectaram compradores e fornecedores de empresas nacionais e de oito países da América Latina, além de Portugal e Espanha.

“A cada edição, aperfeiçoamos o modelo do evento para entregar cada vez mais valor a quem participa. Este ano, tivemos 285 horas de conteúdo técnico, 85 a mais que em 2022. Isso significa que a cada hora de Feira estão acontecendo cerca de dez eventos simultâneos, materializando a Mercopar como hub de conhecimento, com palestrantes que são referência no país e no mundo. Tudo aquilo que é solução e tendência para a indústria do futuro foi contemplado”, pontua o diretor técnico do Sebrae RS, Ayrton Ramos

Em 2023, a Feira contou com o patrocínio ouro de Banrisul e Sicredi Pioneira; patrocínio master de Finep, Portos RS e Randoncorp; patrocínio de Simecs e Unimed Nordeste-RS, e apoio de Abimaq, AKVO, BRDE e Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia.

O ano todo

Fortalecendo a sua vocação de fomentar negócios, ser fonte de conteúdo técnico e promover conexões entre os principais atores do setor, a partir de 2023 a Mercopar passa a atuar de forma permanente durante o ano todo. Apoiada em cinco pilares – Mercopar Negócios, Mercopar Conhecimento, Mercopar Conexões, Mercopar Soluções e Mercopar Feira –, a marca levará oportunidades desenvolvidas pelo Sebrae RS para a indústria com foco em geração de resultados.

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leaowebc - Indústria – leaowebc – leaowebchttps://www.kaoshiol.com/inovacao-e-tecnologia/economia-verde-direciona-processo-de-neoindustrializacao-do-brasil/Thu, 19 Oct 2023 12:58:03 +0000https://www.kaoshiol.com/?p=17731A partir da economia verde e da transição energética, o Brasil pode retomar sua posição como um dos países mais industrializados do mundo, com impacto dos pequenos negócios na cadeia produtiva. Esta foi a tese defendida pelo Sebrae e pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, no 1º Seminário Nacional de Política Industrial, realizado em Brasília, na terça-feira (17). O evento reuniu parlamentares, entidades setoriais, representantes do governo e da Academia.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, apontou a “neoindustrialização” como uma demanda urgente no Brasil. “Esse processo passa, necessariamente, pela inovação, pela criação de meios de produção mais sustentáveis e eficientes”. Segundo ele, o governo está adotando medidas para isso, como a política da depreciação acelerada dos bens de capital da indústria.

O parque industrial brasileiro está antigo, 14 anos em média. É preciso renová-lo para ganhar produtividade e eficiência.

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Na visão do ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, o Brasil deve focar nas próprias potencialidades e no conhecimento acumulado em algumas áreas, como a de energias limpas, ao promover a inovação na indústria nacional. “Há uma janela evidente de energia verde a ser criada. E o Brasil tem todas as condições climáticas e naturais para participar dessa janela como protagonista”, destacou França.

“A economia verde é o grande negócio do Brasil”, provocou Carlito Merss, gerente de Políticas Públicas do Sebrae. “Não podemos continuar sendo meros exportadores de commodities. Precisamos agregar valor aos produtos das pequenas, médias e grandes empresas”, defendeu Carlito, acrescentando: “Se não for pela consciência da sustentabilidade, vai ser o lucro do negócio que levará o Brasil a assumir a economia verde como virada”. Ele ainda destacou a importância de avançar na construção de políticas públicas favoráveis para construir o ciclo da inclusão e da prosperidade.

Na mesma linha, a presidente interina da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Cecilia Vergara, citou a tecnologia, a inovação e o compromisso ambiental como pilares do desenvolvimento industrial: “Não há mais espaço para tratarmos o desenvolvimento econômico e social do país sem tratar a questão ambiental”.

Urgência na agenda política

Na abertura do Seminário, o presidente da comissão, deputado Heitor Schuch (PSB-RS), lembrou que o setor perdeu espaço na economia nacional nas últimas décadas. Em 2022, a indústria respondeu por 23,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Em 1985, representava 48%.

O diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nelson Barbosa, afirmou que a retomada da política industrial ganhou urgência na agenda política com a corrida comercial China-Estados Unidos. A disputa levou os países desenvolvidos a adotar políticas explícitas de incentivos ao setor. Para não ficar atrás, segundo Barbosa, o Brasil deve seguir o mesmo caminho, e tem potencial para isso.

Por sua vez, o diretor executivo da Global Federation of Competitiveness Councils, Roberto Alvarez, destacou que o Brasil acumula muita produção científica e pouca inovação nos últimos anos. Segundo ele, o foco deve ser transformar conhecimento em valor econômico, se possível, alterando a legislação para permitir que universidades interajam melhor com o setor produtivo. “Conhecimento e empreendedorismo são os motores da inovação”, disse.

Nova onda

O diretor de educação e tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, também defendeu a criação de “uma nova onda de industrialização”. “Isso vai ser chave para a nossa quadra histórica. E, para isso, temos que ter um ambiente institucional”, afirmou. Lucchesi acrescentou que a indústria é fundamental na agenda de desenvolvimento nacional. “Que país se desenvolveu no mundo sem desenvolver a estrutura industrial? Nenhum”, declarou.

Sobre o evento

O seminário foi realizado pela Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados, aconteceu no auditório Nereu Ramos e promoveu discussões sobre o papel da indústria no contexto internacional, além de temas como inovação, sustentabilidade e competitividade. Além da participação do Sebrae, o evento contou com representantes de universidades, órgãos governamentais, entidades empresariais e organizações de pesquisa.

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leaowebc - Indústria – leaowebc – leaowebchttps://www.kaoshiol.com/economia-e-politica/programa-brasil-mais-produtivo-sera-impulsionado-com-a-expertise-do-sebrae-diz-vice-presidente-geraldo-alckmin/Tue, 03 Oct 2023 18:54:22 +0000https://www.kaoshiol.com/?p=17347
O vice-presidente Geraldo Alckmin no 15º Congresso da Micro, Pequena e Média Indústria. Crédito: Fábio Eufrazio.

Na abertura do 15º Congresso da Micro, Pequena e Média Indústria, na manhã desta terça-feira (3), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, enalteceu a atuação do Sebrae no apoio às micro, pequenas e médias empresas. “O programa ‘Brasil Mais Produtivo’ será impulsionado com a expertise do Sebrae e do Senai, com recursos do BNDES e da Finep (agência pública de fomento à inovação). Com R$ 1,5 bilhões, o novo Brasil Mais Produtivo vai triplicar o atendimento a pequenas e médias indústrias e essas empresas vão poder crescer ainda mais”, disse.

O presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, agradeceu ao presidente Lula e ao vice-presidente Geraldo Alckmin pela recuperação da economia e, por consequência, pela empregabilidade no país. “Estarmos comemorando o maior superávit da balança comercial brasileira. Ao fim deste ano, teremos 15% da produção no campo feita por pequenos agricultores, além disso, 78% dos empregos gerados até agora, ou seja, dos 1,38 milhão, têm origem nos pequenos negócios”, comentou.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, destacou que pequenos negócios voltaram a ser política de Estado. Foto: Fábio Eufrazio.

O presidente do Sebrae destacou que o Brasil está construindo uma nova ordem global, presidindo o Mercosul e, em breve, o G-20.

Estamos vivendo uma neoindustrialização, onde o setor da MPE voltou a ter política de Estado. Saímos do andar de baixo e subimos um degrau para que esse setor possa ter um olhar diferenciado e protetivo da economia brasileira, promovendo a inclusão, a inovação e a sustentabilidade.
Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional.

Dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da  Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) revelam que as micro e pequenas empresas têm apenas 27% da produtividade em relação a um grande negócio industrial.

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, ressaltou a importância de facilitar o acesso a crédito para quem quer empreender. “As pessoas têm dificuldades para compreender os programas de financiamento dos bancos públicos”, avaliou.

Na ocasião, foi assinado acordo de cooperação entre Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Fiesp e Finep para a promoção de acesso das pequenas e médias empresas às linhas de financiamento da Finep. “Estamos juntos com o Sebrae, desde o lançamento da jornada de transformação digital das micro, pequenas e médias empresas. As MPE são essenciais para o tecido industrial brasileiro”, afirmou Josué Gomes da Silva, presidente da Fiesp.

Um fundo garantidor de crédito do BNDES em conjunto com o Sebrae foi anunciado pelo diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. “Ação e foco nas pequenas e médias empresas é estratégico para o banco”, destacou José Luís Gordon.

Promoção conjunta da Fiesp e do Ciesp, o 15º Congresso da Micro, Pequena e Média Indústria (MPI) visa apresentar e debater as oportunidades futuras para a construção de uma nova estratégia empresarial. Na edição de 2023, os temas em destaque são macrotendências mundiais, eficiência energética, transformação digital, inteligência artificial e empreendedorismo.

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leaowebc - Indústria – leaowebc – leaowebchttps://www.kaoshiol.com/inovacao-e-tecnologia/ecoinovacao-pode-contribuir-para-o-crescimento-inedito-na-economia-brasileira-aponta-estudo/Mon, 02 Oct 2023 13:32:36 +0000https://www.kaoshiol.com/?p=17268De acordo com dados da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL), adotar uma estratégia nacional de ecoinovação injetaria R$ 85 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Além desse aporte expressivo de capital, a expansão da atividade econômica viria acompanhada de uma aceleração das exportações, adicionando R$ 1,6 bilhão à balança comercial do país, confirmando o aumento da competitividade nacional. Essa nova conjuntura contribuiria também para a criação de 1,3 milhão de postos de trabalho adicionais.

Para o diretor do Sebrae, a ecoinovação é um diferencial competitivo. Crédito: Murilo Moser | Sebrae.

Nesse contexto, o diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick, ressaltou, em seu discurso de encerramento do 10º Congresso Internacional de Inovação da Indústria, que uma das principais missões da instituição é estimular os donos de pequenos negócios do país a investirem em ecoinovação como diferencial competitivo.

Saio daqui convencido que, não só é possível levar a ecoinovação para todo setor produtivo, como acredito que estamos caminhando na direção correta.
Bruno Quick, diretor-técnico do Sebrae.

Sebrae, CNI e a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) lançaram no último dia 28 uma proposta com diretrizes para a criação de uma Estratégia Nacional de Ecoinovação focada na indústria nacional. O relatório indica que, apesar da capacidade de inovação da indústria, a conquista de uma posição de liderança global em iniciativas sustentáveis requer a implementação de políticas públicas.

Para impulsionar a ecoinovação, segundo o documento, é crucial a alocação de recursos em iniciativas governamentais que revitalizem o setor produtivo e suas interconexões. Isso, por sua vez, tem o potencial de gerar mais empregos, aumentar a renda e contribuir para a expansão da economia brasileira. As orientações propostas se baseiam nas seguintes preposições: responsabilidade pelas mudanças climáticas e custos econômicos do não enfrentamento da emergência climática; as novas políticas de desenvolvimento que impulsionam a competitividade verde; a aceleração da corrida tecnológica; as vantagens do Brasil em relação ao restante do mundo, como a biodiversidade, no cenário da ecoinovação; e o desempenho de uma série de empresas brasileiras no tema da ecoinovação.

Congresso de Inovação

O Congresso Internacional de Inovação da Indústria, realizado no fim de setembro, é uma iniciativa do Sebrae e CNI que chegou, em 2023, à sua 10ª edição. Este ano, pela primeira vez, o evento ganhou projeção global. Além dos painéis, que tiveram a participação de 42 palestrantes brasileiros, o evento ainda contou com 22 especialistas internacionais.

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leaowebc - Indústria – leaowebc – leaowebchttps://www.kaoshiol.com/inovacao-e-tecnologia/produtores-de-cafe-reconhecidos-como-ig-discutem-estrategias-para-expansao-do-modelo-no-pais/Thu, 28 Sep 2023 23:24:33 +0000https://www.kaoshiol.com/?p=17183O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. Segundo dados do governo federal, somente no ano passado, foram exportadas 2,2 milhões de toneladas do produto para 145 países, movimentando cerca de US$ 9,2 bilhões. Apesar do alto valor registrado, esse resultado está abaixo da real capacidade econômica que o café brasileiro pode oferecer. Como uma grande oportunidade para aumentar a renda dos produtores, em especial nas pequenas propriedades rurais, o Sebrae organizou um encontro com as principais lideranças do setor para discutir estratégias de como ampliar a implementação do sistema de Indicação Geográfica, que pode trazer mais valor agregado aos cafeicultores.

O encontro promovido pelo Sebrae aconteceu dentro do 10º Congresso Internacional de Inovação da Indústria, em São Paulo, e marcou o segundo e último dia do evento. Além da participação em painéis e da exibição decases de ecoinovação, a equipe técnica do Sebrae liderou discussões com parceiros e empresas sobre inovação como instrumento de aumento de produtividade.

Hulda Giesbrecht e Bruno Quick. Foto: Augusto Monteiro/ Sebrae,

A gente acredita que os negócios têm que ter valor. Por isso, nossa agenda aqui tem a ver com a produção de inovação. Se não tiver produtividade, diferenciação e valor, o pequeno negócio enfrentará muitas dificuldades.
Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae.

Competitividade no mercado de café

Para a coordenadora de Negócios de Base Tecnológica e Propriedade Intelectual do Sebrae, Hulda Giesbrecht, um pacto em torno da importância das IGs no mercado de café é fundamental para elevar a competitividade e até o conhecimento a respeito da extensa variedade do café brasileiro no mundo. “Por isso é importante a implementação do sistema e a união dos produtores para que possamos mostrar aos compradores esse café diverso, com qualidade e origem do Brasil”, destaca.

A Indicação Geográfica (IG) é uma espécie de “etiqueta de origem” que garante que alguns produtos, como o café, por exemplo, são produzidos em uma região específica e possuem qualidades e características únicas associadas a essa área, como tradições do cultivo, clima, solo etc. Isso ajuda a destacar esses produtos, enquanto promove o desenvolvimento econômico da região e oferece aos consumidores a confiança de que estão adquirindo produtos autênticos e de alta qualidade ligados àquela localidade.

O sistema chega para operacionalizar, de forma conjunta, todos os critérios que definem as características do café de cada região. O produtor, pelo próprio celular, pode inserir as características e informações de seu café, como área plantada, as práticas de plantio, safra, colheita, entre outros aspectos. A ferramenta possibilita que todos os agricultores façam isso de forma padronizada. Essa metodologia permitirá, entre vários ganhos de qualidade, formalizar ainda mais o setor, obtendo dados importantes sobre a produção em uma escala nacional.

Esse conjunto de dados pode ser uma vitrine para os compradores nacionais e internacionais, facilitando a comercialização.
Hulda Giesbrecht, coordenadora de Negócios de Base Tecnológica e Propriedade Intelectual do Sebrae.

A assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) Marina Zimmermann destacou que, durante a reunião, foram discutidas estratégias de fortalecimento das IGs de cafés brasileiros em nível nacional e de marketing internacional. “O fortalecimento da origem dos cafés é condição premente para perpetuação da marca de origem do café brasileiro”, afirma.

Atualmente, existem 15 regiões produtoras de café registradas com Indicação Geográfica, sendo que 14 já fazem parte do sistema. A região do Cerrado Mineiro foi a primeira do Brasil a solicitar e obter a certificação, em 2005, tornando-se uma referência. O Café da Canastra foi a mais recente (reconhecida na semana passada) e, por isso, ainda não ingressou no sistema. Há ainda outras 12 localidades que estão no processo de registro. Mas o potencial brasileiro como produtor de café é significativo, com potencial para chegar a um total de 50 regiões.

Um desses produtores é Juan Travain, que também é presidente da Associação dos Cafeicultores da Região Matas de Rondônia. Há dois anos, eles conquistaram o selo de Indicação Geográfica. Presentes em 15 municípios do estado e com mais de 10,4 mil produtores associados, eles representam 90% da cafeicultura da Amazônia. Travain, que também esteve no encontro, reforça a importância do novo sistema de IG como um diferencial para cafeicultura do Brasil em resposta à visão mundial. “Estamos trabalhando em prol da ferramenta e acreditamos que teremos um crescimento e respeito muito rápido da cadeia, pois são pessoas muito sérias envolvidas e isso traz confiabilidade”, revelou.

Cooperação nacional e internacional pela inovação

Comitiva do Sebrae se encontra com a embaixadora da Espanha, Mar Fernández-Palácios. Crédito: Murilo Moser | Sebrae.

Durante todo o Congresso Internacional de Inovação da Indústria, a equipe técnica do Sebrae Nacional discutiu projetos e estratégias de apoio à inovação entre os pequenos negócios com parceiros nacionais e internacionais. Em encontro com a embaixadora da Espanha, Mar Fernández-Palácios, o diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick, explicou os esforços da instituição para desenvolver modelos de negócios sustentáveis e de alto valor agregado. “O Sebrae atua para induzir políticas públicas, superar falhas de mercado, conectar oportunidades e dores e ajudar a revelar uma economia potencial”, explicou, ao apresentar programas como o Inova Amazônia e o Catalisa ICT.

O desafio da sustentabilidade também influencia a prática das grandes empresas. A diretora de Administração e Finanças do Sebrae, Margarete Coelho, explicou à delegação espanhola que o Sebrae está empenhado em internalizar e capilarizar as práticas ESG. Participaram, ainda, o presidente da Câmara Espanhola, Marcos Madureira, o cônsul da Espanha em SP, Pablo Montesino, além das equipes técnicas do Sebrae e da representação espanhola no Brasil.

O debate sobre cooperação pela inovação também contou com representantes do poder público, da iniciativa privada e da academia, que se reuniram com a equipe do Sebrae, liderada pelo diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick. Representantes do BNDES, CNPq, MCTI, Anpei, Finep, Embrapii, Anprotec e ABGI apontaram caminhos para o desenvolvimento econômico por meio da inovação.

“Com a atuação cada vez mais alinhada e consistente de instituições de fomento à pesquisa, financiadores, universidades, governos e o Sebrae, nós podemos elevar o Brasil a um outro patamar, com negócios inovadores e ecossistemas de inovação bem estruturados e prósperos”, afirmou Quick.

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leaowebc - Indústria – leaowebc – leaowebchttps://www.kaoshiol.com/inovacao-e-tecnologia/pequenas-empresas-tem-papel-chave-para-sustentabilidade/Thu, 28 Sep 2023 22:10:24 +0000https://www.kaoshiol.com/?p=17172No cenário atual, onde a busca por um futuro sustentável tornou-se imperativa, o Sebrae se afirma como um pilar essencial nessa jornada, impulsionando a inovação e promovendo ações na busca pelo equilíbrio entre desenvolvimento e cuidado com o planeta. Durante o 10º Congresso Internacional de Inovação da Indústria, a instituição ressaltou a importância das micro e pequenas empresas na construção de uma economia ambientalmente responsável e inclusiva.

Para o Sebrae, não se pode falar de sustentabilidade, sem falar das MPE. Representando 99% dos negócios brasileiros, as pequenas empresas são a espinha dorsal da economia e, portanto, merecem um olhar atento e dedicado.

Não há uma grande empresa que não tenha na sua cadeia produtiva, pelo menos, dezenas de pequenos prestadores de serviços, pequenas empresas e pequenos negócios.
Margarete Coelho, diretora de Administração e Finanças do Sebrae.

O Sebrae compreende profundamente a interconexão entre as pequenas e grandes empresas, reconhecendo que a sustentabilidade não pode ser alcançada sem a participação ativa e engajada de ambas. Mas a chave para a efetividade de um futuro mais sustentável na economia, de acordo com a instituição, está nas mãos dos pequenos.

Crédito: Augusto Monteiro/Sebrae.

Segundo a diretora, qualquer estratégia nessa direção deve priorizar micro e pequenas empresas. “Eles estão na base da formação da economia, produzindo em pequena escala, portanto têm uma possibilidade maior de aderência”, reflete. “O Sebrae age como uma ponte crucial nesse ecossistema, fomentando a inovação sustentável em toda a cadeia produtiva”, acrescenta Margarete.

Além de seu papel essencial na promoção da sustentabilidade em diversos setores, o Sebrae também está fortemente envolvido no agronegócio, um pilar fundamental da economia brasileira. A diretora do Sebrae ressaltou a importância de estender o compromisso da instituição às pequenas propriedades rurais à agricultura familiar, garantindo que eles tenham acesso à tecnologia e adotem práticas sustentáveis. Com um grande centro de sustentabilidade no Mato Grosso, um estado de destaque no agronegócio, o Sebrae não apenas oferece conhecimento e suporte aos empreendedores rurais, mas também desempenha um papel crucial na construção de um agronegócio mais sustentável e responsável, contribuindo assim para a construção de uma alternativa de futuro para o Brasil.

Plantando a semente do futuro

Questionada sobre como imagina a atuação do Sebrae no futuro, a visão de Margarete é inspiradora, buscando uma instituição inclusiva, diversificada e inovadora. Essa visão engloba políticas de ESG sólidas, qualidade de gastos, cuidado com os colaboradores e a criação de uma cultura de sustentabilidade nas pequenas e microempresas. “O Sebrae que nós queremos é inclusivo, diverso e inovador”, projeta.

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leaowebc - Indústria – leaowebc – leaowebchttps://www.kaoshiol.com/inovacao-e-tecnologia/sustentabilidade-na-moda-startup-inova-na-producao-de-tecidos-a-partir-de-algas/Thu, 21 Sep 2023 12:30:05 +0000https://www.kaoshiol.com/?p=16861Com o objetivo de trazer mais sustentabilidade para o setor da moda, a startup Phycolabs está empenhada na produção de uma fibra têxtil a partir de algas. A sustentabilidade nesta iniciativa se dá porque, diferentes de componentes sintéticos, como poliéster e nylon, as algas possuem características ecológicas – já que são biodegradáveis – e estão disponíveis na costa brasileira. O tecido será apresentado aos participantes do Congresso Internacional de Inovação da Indústria, em São Paulo, no fim de setembro, que vai tratar sobre a ecoinovação.

De acordo com a fundadora da empresa, Thamires Pontes, que é mestre em Têxtil e Moda, a fibra desenvolvida à base de algas permite a combinação com outros produtos, como algodão, linho, rayon e cânhamo. O tipo de alga pesquisada (Rhodophyta) é fartamente encontrado no Nordeste brasileiro e o desenvolvimento do produto aponta para bons resultados em relação à resistência e tingimento.

Thamires defende o debate sobre a sustentabilidade pelas indústrias. “É muito importante entender o impacto ambiental dos produtos e como as escolhas dos consumidores podem impulsionar a inovação sustentável. Com a ecoinovação podemos reestruturar processos de produção, criar cadeias de suprimentos sustentáveis, melhorar a eficiência energética, promover a reciclagem e reutilização, entre outras práticas”, comenta.

Atualmente, o produto está na fase de finalização do protótipo. “Enfrentamos alguns desafios tecnológicos de escala, mas estamos muito ansiosos para nos inserir no mercado”, explica Thamires. “Temos o compromisso de aliar tecnologia, inovação, respeito ao meio ambiente ao seu próximo look”, completa a empresária. A tecnologia desenvolvida pela startup obteve reconhecimento internacional, na Suécia, em função do potencial de impactar o mercado da moda e da indústria têxtil.

Catalisa ICT

A Phycolabs passou pela jornada Catalisa ICT do Sebrae – iniciativa que promove a aproximação entre a Academia e o mercado por meio de capacitação em gestão, mentorias, fomento a projetos e acesso ao universo empresarial para os pesquisadores. Desde 2021, o Sebrae já investiu R$ 35 milhões em bolsas, auxílios, eventos, P&DI na Embrapii e internacionalização. Com isso, já apoiou mais de 3 mil pesquisadores brasileiros e trouxe para o mercado 170 empresas de alta tecnologia.

“De lá para cá muitas portas foram abertas tanto no quesito de conhecimento intelectual, networking e de oportunidades. Foi lá que tivemos nossa primeira noção de empreendedorismo e que fundamos a Phycolabs. o Sebrae nos ofereceu capacitações que ajudaram a adquirir competências necessárias para administrar nosso negócio”, contou Thamires Pontes.

O gerente de Inovação do Sebrae Nacional, Paulo Renato, lembra que o Catalisa ICT é apenas um dos vários programas da instituição voltados à difusão e ao desenvolvimento da inovação no universo das micro e pequenas empresas.

O Sebrae atua em várias frentes, desde o incremento ao surgimento de novas startups no país, até a inserção das tecnologias inovadoras em setores tradicionais, onde a inovação não é uma prática comum.
Paulo Renato, gerente de Inovação do Sebrae Nacional.

Durante o Congresso de Inovação da Indústria, o público presente no evento terá a oportunidade de conhecer seis dessas empresas apoiadas pelo Sebrae e que estão ajudando a transformar a realidade em diferentes setores da economia.

Congresso de Inovação

O Congresso Internacional de Inovação da Indústria é o mais importante evento do setor na América Latina. O encontro será realizado nos dias 27 e 28 de setembro, no São Paulo Expo, em São Paulo. O evento é promovido pelo Sebrae e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e é idealizado pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI).

Saiba mais aqui.

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leaowebc - Indústria – leaowebc – leaowebchttps://www.kaoshiol.com/inovacao-e-tecnologia/visita-ao-espaco-s-e-encontro-com-colaboradores-do-sebrae-marcam-programacao-do-primeiro-dia-do-sebrae-pelo-brasil/Fri, 15 Sep 2023 11:29:00 +0000https://www.kaoshiol.com/?p=16711O presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, chegou ao Piauí nessa quinta-feira (14) trazendo o Projeto Sebrae Pelo Brasil, por meio do qual pretende conhecer de perto as potencialidades locais e discutir os desafios e as estratégias para o fomento ao empreendedorismo, geração de emprego e renda e diminuição das desigualdades no Piauí e demais regiões do país.

Na primeira parte da tarde, Décio Lima esteve reunido com colaboradores do Sebrae estadual, em Teresina, falando um pouco sobre a causa que move a instituição e qual o propósito do Projeto Sebrae Pelo Brasil.

A cabeça pensa onde o pé pisa. A gente precisa entender cada região e só com o convívio de perto isso é possível. Vim aqui para aprender, sentir e olhar como podemos produzir mais. Aqui temos gigantes que estão construindo, dia a dia, a possibilidade de melhoria da vida de muitas pessoas. Fazemos um trabalho fundamental e os resultados são o somatório do que se realiza em todos os territórios. Já percorri várias partes do mundo e pude constatar que só o Brasil tem o Sebrae e a nossa experiência de modificar vidas.
Décio Lima, presidente do Sebrae.

Após o encontro com os colaboradores, Décio Lima seguiu para visita técnica ao Espaço S, no Teresina Shopping, para conhecer essa iniciativa em favor do fomento à inovação, à criatividade e ao empreendedorismo, que é uma parceria do Sebrae com a Fiepi, por meio do Sesi e do Senai.

Espaço S, em Teresina (PI). Crédito: ASN/PI.

Na ocasião, estiveram presentes, além dos dirigentes do Sebrae no Piauí – Filemon Paranaguá, Julio César Filho, Mário Lacerda e Delano Rocha – , o presidente do Grupo Claudino, João Claudino Junior; o superintendente regional do Sesi, Mardônio Neiva; o gestor da Área Internacional e Mercado do Sistema Fiepi, Islano Marques; o presidente da FCDL Piauí, Sávio Normando, empresários da área da inovação e convidados.

Presidente do Sebrae, Décio Lima, durante a visita ao Espaço S. Crédito: ASN/PI.

“Estou muito feliz em estar em um momento como este, ao lado de empreendedores que inovam, e ainda conhecer o Espaço S. É uma onda revolucionária de inovação. Esse ambiente deve servir de exemplo para outras regiões. A inovação e a transformação digital estão mudando a sociedade e causando transformações importantes. A inteligência artificial é um processo que está em curso e que devemos estar atentos. Essa revolução não tem mais volta. A riqueza do Brasil está na criatividade e nas potencialidades. E o Sebrae está de portas abertas para criar um ambiente de negócios favorável”, comentou Décio Lima.

De acordo com o presidente do Grupo Claudino, João Claudino Junior, o hub de inovação Espaço S é uma ideia que deve ser replicada “A gente apoiou fortemente a ideia do Espaço S. Reconhecemos esse importante espaço que gera conhecimento e contribui para a disseminação da inovação e do empreendedorismo. Aqui, concretizamos um sonho de muitos e reafirmo o desejo de fazer ainda mais e melhor para nossa cidade e nosso estado”, pontuou.

Lígia Rocha, à frente da startup Ninho do Verde, que está na final do Prêmio Nacional de Inovação. Crédito: ASN/PI.

Na ocasião, Décio Lima ouviu ainda depoimentos de dois empresários do segmento destartups atendidos pelo Sebrae, Lígia Rocha (Ninho do Verde) e Alexandre dos Anjos (Ecodrytec).

“Sempre contamos com a parceria forte do Sebrae na nossa trajetória. A Ninho do Verde tem como objetivo mostrar a importância da sustentabilidade e disseminar isso para o maior número de pessoas. Nossa empresa está na final do Prêmio Nacional de Inovação e só tenho a agradecer ao Sebrae por todo apoio recebido até aqui”, salientou a empresária Lígia Rocha.

A startup Ecodrytec, de Alexandre dos Anjos, desenvolve tecnologia para desidratar alimentos. Crédito: ASN/PI.

O empresário Alexandre dos Anjos ressaltou que o Sebrae faz parte da história da sua startup. “A Ecodrytec desenvolve tecnologia para desidratar alimentos, utilizando energia solar. Nossa ideia foi fortemente apoiada por essa instituição, que não só é parceira dos pequenos negócios, mas que engrandece o Piauí. Os programas e capacitações do Sebrae são fundamentais para desenvolvimento dos empreendimento. Os programas Catalisa ICT e Startup Nordeste foram marcantes para a nossa startup e nos abriram muitas oportunidades. Queremos sempre poder contar com o Sebrae”, declarou.

O Sebrae Pelo Brasil segue até esta sexta-feira (15), no Piauí, com visita do presidente de Décio Lima, acompanhado dos dirigentes do Sebrae no Piauí e de autoridades locais, ao Polo Cerâmico do Poti Velho, que desde 2009 conta com o apoio do Sebrae e é referência em inclusão produtiva e geração de emprego e renda.

Serviço:
Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae no Piauí: (86) 3216-1356
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leaowebc - Indústria – leaowebc – leaowebchttps://www.kaoshiol.com/economia-e-politica/pequenos-negocios-sao-peca-chave-para-a-reindustrializacao-brasileira/Thu, 14 Sep 2023 11:40:17 +0000https://www.kaoshiol.com/?p=16665A economia brasileira enfrentou, ao longo das últimas décadas, um intenso movimento de desindustrialização, com a gradativa queda da participação da Indústria no Produto Interno Bruto (PIB) do país. A dependência do setor de commodities em detrimento dos produtos manufaturados, a falta de inovação e diversificação industrial, a burocracia excessiva, a complexidade tributária, os altos custos de produção e a falta de investimentos em infraestrutura estão entre os diversos fatores que contribuíram para enfraquecer a competitividade da nossa Indústria.

A redução da atividade desse setor resultou na perda de empregos, especialmente naqueles segmentos de maior valor agregado, com a consequente migração de trabalhadores para outras atividades menos produtivas, contribuindo assim para o aumento da informalidade e a precarização do mercado de trabalho. A partir de 2013, quando iniciaram a desestabilização da democracia, a indústria começou a cair. Para se ter uma ideia, no período de sete anos, o Brasil perdeu 28,7 mil indústrias e 1,4 milhão de postos de trabalho no setor.

A desindustrialização também teve implicações sobre as enormes desigualdades sociais brasileiras. Historicamente, esse segmento sempre se destacou por ofertar empregos com salários mais altos e melhores condições de trabalho em comparação com muitos outros setores. O enfraquecimento da indústria acabou afetando negativamente a mobilidade social e a qualidade de vida de milhares de famílias.

Neste momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin assumem o compromisso com a reindustrialização brasileira, os pequenos negócios se tornam peças-chave na solução desse problema estrutural. Para que a Indústria brasileira (que hoje representa 24% do PIB e gera 10,3 milhões de empregos), volte a crescer, será fundamental apoiar as micro e pequenas empresas (MPE). Afinal, elas somam 94% de todas as indústrias do país, sendo a maioria delas (2,5 milhões) composta por microempreendedores individuais (MEI).

A enorme representação numérica dos pequenos negócios no setor produtivo da indústria não corresponde, entretanto, a uma participação proporcional na produção de riquezas. Uma das causas principais desse fenômeno está na baixa produtividade dos MEI, micro e pequenas empresas. Dados da OCDE & CEPAL mostram que as pequenas empresas têm apenas 27% da produtividade em relação a um grande negócio industrial, enquanto esse patamar não ultrapassa os 10% entre as microempresas.

Quando o assunto é produtividade/competitividade na MPE, segundo a OCDE & CEPAL, a microempresa tem 10% da produtividade em relação a uma grande empresa, já a pequena empresa tem 27%.

O recente anúncio de reestruturação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) reflete um esforço do governo federal para enfrentar esse e outros obstáculos. A política de Neoindustrialização pensada para o setor possui seis missões, desenhadas a partir dos grandes problemas socias e de desenvolvimento do país: cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para erradicar a fome; complexo da saúde resiliente para a prevenção e o tratamento de doenças; infraestrutura sustentável para a integração produtiva; transformação digital da indústria; descarbonização da Indústria, viabilização da transição energética e bioeconomia; tecnologias críticas para a soberania e a defesa nacionais.

Para os pequenos negócios, o governo federal anunciou – em julho – o investimento de 1,5 bi para o programa Brasil Mais Produtivo, desenvolvido em parceria com o Sebrae e outras organizações, para transformar MPE industriais em fábricas inteligentes. Os recursos virão do BNDES, da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), do Sebrae, do Senai e do próprio MDIC, e serão investidos em quatro etapas entre 2023 e 2026.

A primeira fase prevê o atendimento a 200 mil MPE, com acesso a conteúdos em formatos diversos e ferramentas relativos à produtividade e transformação digital. A segunda etapa vai promover o acompanhamento de 50 mil MPE que receberão orientação dos Agentes Locais de Inovação (ALI) do Sebrae para aumento de produtividade. Em seguida, o terceiro estágio da política de Neoindustrialização prevê que 30 mil pequenos negócios serão atendidos por consultorias e formação profissional do Senai e soluções do Sebrae. Por fim, será realizada uma ampla ação de transformação digital e smart factory para atender 2 mil micro, pequenas e médias empresas com consultorias e formação profissional do Senai, via recursos do MDIC/ABDI.

Sabemos que para cada 1 real produzido pela indústria (grandes e pequenas empresas) são gerados quase 3 reais na economia brasileira. Por isso, temos a convicção de que a nova política de industrialização brasileira será capaz de induzir um novo momento de transformação no cotidiano das nossas populações, estimulando o desenvolvimento produtivo e tecnológico e a inovação. As seis missões da política de Neoindustrialização vão nortear o investimento e favorecer a realização de transformações econômicas e sociais. Não queremos apenas crescimento econômico. Todos os brasileiros têm direito à inclusão socioeconômica, equidade, promoção do trabalho decente e melhoria da renda. E o resgate da nossa Indústria é um dos caminhos para concretizar esse projeto de país.

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