TeenPatti - maternidade – TeenPatti – TeenPattihttps://www.kaoshiol.comAcesse conteúdos jornalísticos, nos mais variados formatos, focados na informação como aliada das micro e pequenas empresasWed, 27 Dec 2023 12:54:21 +0000pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.2.3TeenPatti - maternidade – TeenPatti – TeenPattihttps://www.kaoshiol.com/cultura-empreendedora/maternidade-inspirou-transicao-do-mercado-financeiro-para-o-mercado-de-enxovais/Wed, 27 Dec 2023 12:54:21 +0000https://www.kaoshiol.com/?p=19326Amanda Cattoni de Oliveira (42) deixou para trás uma carreira de destaque no mercado financeiro para despontar como empreendedora no mercado de cuidado e desenvolvimento infantil. Sua paixão e determinação para realizar sonhos ficou mais intensa ao se tornar mãe, quando ela estruturou e lançou a Picolé Baby, loja de enxoval completo para bebês e crianças. A mineira, que em quatro anos alcançou o faturamento de R$ 2 milhões, enxerga o “maternar” como uma missão e aponta como diferencial do seu negócio ser uma forma de rede de apoio às famílias.

A trajetória de Amanda começou com base sólida. Graduada em Administração de Empresas e com MBA em Mercado Financeiro, construiu uma carreira de sucesso no mundo corporativo. Por três anos, Amanda liderou o escritório da Endeavor em Minas Gerais, organização dedicada a identificar e apoiar empreendedores de alto impacto. A vida executiva tomou um novo rumo em 2019, quando engravidou. Embora sua carreira estivesse em ascensão, ela seguiu sua paixão por explorar oportunidades no mundo do empreendedorismo.

O nascimento de seu filho, João, hoje com quatro anos, provou ser uma virada de chave. Ela combinou sua nova jornada com os desafios impostos pela pandemia de Covid-19, que limitou drasticamente as viagens para o exterior. “Eu costumo dizer que, junto com o meu filho, nasceu uma mãe empreendedora. Comecei a observar o mercado de puericultura, procurando por itens para o enxoval do bebê. Eu buscava produtos de qualidade, com bom design e, ao mesmo tempo, seguros, mas não encontrava tudo que precisava em um único lugar.”

Durante o dia, Amanda cuidava do bebê e trabalhava na antiga empresa. Nas horas vagas, ela explorava as infinitas possibilidades desse mercado na internet. Essa paixão logo se materializou na criação da Picolé Baby, loja que oferece produtos de qualidade, seguros e funcionais para famílias em todas as fases da infância.

Caminho de aprendizados

Amanda recorreu ao Sebrae para transformar sua visão em realidade, participou de cursos on-line e adquiriu conhecimentos essenciais para gerir um negócio. Com sua experiência no mercado, começou a construir as bases da nova empresa.

O conhecimento adquirido no Sebrae ajudou a transformar a minha visão em realidade e forneceu conhecimento essencial para o sucesso da Picolé Baby.

Amanda Cattoni, empresária.

A conciliação entre carreira e maternidade nem sempre foi fácil. Amanda frequentemente se viu em uma encruzilhada, com seu filho demandando atenção enquanto ela buscava fazer seu negócio decolar. O equilíbrio foi alcançado com o propósito de sua empresa: “É como se pudesse lançar um canhão de informações para alcançar outras mulheres que desejam empreender e realizar seus sonhos, enquanto também são mães, esposas e mulheres”.

Picolé Baby como rede de apoio

APicolé Baby não é apenas uma loja de produtos para bebês, mas uma extensão da família de Amanda. Ela testou pessoalmente cada item vendido na loja, garantindo sua qualidade e segurança. Além dos produtos comercializados, como carrinhos de bebê, cadeirinhas, bolsas maternidade e mamadeiras, a empresa compartilha informações valiosas com outras mães, promovendo parcerias com consultoras de amamentação e oferecendo soluções práticas para os desafios da maternidade.

A empresária e mãe descreve emocionada o momento em que a Picolé Baby chegou até uma mãe que tinha uma bebê prematura, com apenas 600g ao nascer. Ao entrar em contato com ela para explicar que um determinado modelo de extratora de leite seria a melhor opção naquela situação, Amanda acabou dando o pontapé para criar uma verdadeira rede de apoiadoras da marca.

Presente e futuro empreendedor

Para Amanda, compartilhar ideias e buscar apoio é fundamental no mundo empreendedor. A Picolé Baby, que leva o nome do apelido do filho, está expandindo para plataformas dee-commerce, como Mercado Livre, Amazon e Magalu. Ela também vai inaugurar uma nova loja física, em Belvedere, bairro de Belo Horizonte, demonstrando seu compromisso com o atendimento a um público cada vez maior.

O faturamento mensal varia entre R$ 150 e R$ 170 mil, e tende a aumentar com a proposta de oferecer produtos de qualidade e soluções práticas em todas as fases da infância. Cattoni ressignifica sua trajetória profissional e incentiva quem deseja trilhar seu próprio caminho como empreendedor, sem deixar de lado o papel da maternidade. “Amo meu trabalho e tenho muita satisfação em compartilhar minha experiência como mãe, oferecer produtos e serviços que facilitam a vida de outras famílias. Costumo dizer que a Picolé é ‘de família para família.’”

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TeenPatti - maternidade – TeenPatti – TeenPattihttps://www.kaoshiol.com/cultura-empreendedora/meu-pai-conta-que-eu-vendia-ate-urubu-voando-revela-sarah-pires/Wed, 06 Dec 2023 12:53:53 +0000https://www.kaoshiol.com/?p=18967“Existem dois tipos de empreendedor: aquele que nasce e aquele que se desenvolve. Eu já nasci empreendedora, a vida inteira eu vendi e comprei coisas”, conta Sarah Pires, que cresceu numa fazenda em Juarina, no interior do Tocantins. Na pequena cidade de 1.200 habitantes, a adolescente fazia crochê, revendia cosméticos e tudo que podia. “Eu tirava cocô de galinha do poleiro todos os dias e pensei: tenho que fazer algo, não ganho nada com isso. Foi então que passei a vender para os vizinhos como adubo para plantas.”

Essa foi umas das inovações da menina Sarah, cujo exemplo veio de dentro de casa. “Meu incentivo foram meus pais, que são agricultores familiares e donos de uma pequena oficina de moto. Meu pai fala que eu vendia até urubu voando”, conta a jovem. Oinsight para empreender formalmente começou quando Sarah estava na faculdade, aos 20 anos. À época, ela trabalhava como secretária executiva e ganhava R$ 1.200. Logo que entrou no mercado do Jornalismo, ficou inconformada ao se deparar com o salário médio de um profissional do ramo. “Meu raciocínio era: não vou passar quatro anos na faculdade para receber o mesmo. Está errado, não aceito isso para minha vida”, relembra.

A partir daí, em paralelo ao estágio, começou a planejar o caminho para empreender. “Pensei logo em um negócio voltado para as redes sociais porque estava em alta e eu queria algo diferente.” Foi então que, ao invés de monografia, optou por um projeto para concluir a graduação na Universidade Federal do Tocantins. Depois de um ano e meio de pesquisa, fechou parceria com um estabelecimento em Palmas (TO) e propôs, de forma remunerada, uma assessoria em mídias sociais, até então algo inovador no mercado.

Desde que iniciou o projeto da faculdade, passou a criar sua atual empresa, chamada Kiw Assessoria de Comunicação. Após ser aprovada com nota máxima na Universidade, Sarah apresentou artigos em congressos pelo Brasil e, posteriormente, transformou o projeto no capítulo de um livro que já foi, inclusive, publicado. Em paralelo à atuação como jornalista em emissoras do estado, Sarah seguia captando clientes para seu negócio. Para se formalizar como MEI, ela recebeu apoio do Sebrae: “Procurei o Sebrae para me estruturar e me capacitar”. Recentemente a empresa de Sarah completou seis anos no mercado e coleciona clientes de renome, como Sabin, Secoop e Energisa.

O produtor conectado

Sarah costuma dizer que todo negócio nasce da dor de alguém. Um dia, enquanto fazia o trecho São Paulo x Palmas, Sarah questionou o passageiro ao lado sobre que motivava a ida dele ao seu estado natal. Ao ouvir que aquele senhor estava à procura de informações sobre o agronegócio tocantinense, o instinto de Sarah a alertou: “Cresci em fazenda, meus pais são produtores rurais, eu gosto disso e sou jornalista”.

A partir daí, Sarah mergulhou no universo do agronegócio. Participou de inúmeras consultorias do Sebrae, que ofereceu a ela a oportunidade de participar do Empretec, programa de formação de empreendedores criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), promovido em 40 países e exclusivo do Sebrae no Brasil.

Foi no Empretec que nasceu o Tocantins Rural. Foi uma felicidade porque o networking lá dentro é muito importante. Todo o nome que o site tem se deve ao que recebi do Sebrae.

Desde 2019, o portal Tocantins Rural está no ar por meio das plataformas Youtube, Facebook, Instagram e até TikTok. O site ganhou, inclusive, um programa de TV que vai ao ar no SBT de segunda a sexta-feira. Nesse caminho, Sarah confessa ter enfrentado dificuldades para lidar com questões administrativas, sobretudo com gestão de pessoas, de recursos e de crise. Mas ela aprendeu no Empretec que precisava sair do operacional e partir para o estratégico: “A chave virou e eu deixei de sofrer tanto quanto antes”.

Apesar do retorno financeiro da Kiw e do Tocantins Rural ter demorado de dois a três anos, Sarah explica que não visa à quantidade, mas sim à qualidade dos clientes.

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Quem empreende tem que ter resiliência e saber que leva um tempo até o negócio maturar. Eu não busco 30, 40 nem 100 clientes. Busco qualidade dos serviços, por isso que não concorro por preço, mas sim pelo valor que entrego e que é o diferencial. O Sebrae me ajudou 100% no que eu sou hoje, sempre caminhamos juntos.

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Cada fase carrega uma lição

Sarah é um exemplo de superação quando se trata de conciliar o profissional e o pessoal. Ela foi mãe solo em 2020, durante a pandemia, período difícil para os empreendedores. Durante a gestação, teve descolamento da placenta e Covid-19, o que levou a filha, Isis, a nascer prematura, pesando apenas 1,7 kg. No período em que precisou ficar internada, Sarah não podia ter acompanhantes no hospital e, para os negócios não pararem, geria a empresa de lá mesmo, com seu notebook.

Após receber alta e passar um período com os pais em Goiás, as coisas melhoraram de forma gradual, mas Sarah continuava passando as noites em claro. “Quantas e quantas vezes escrevi e editei textos, até atendi clientes, enquanto a Isis mamava. Eu resolvia tudo de madrugada porque ela não dormia”, relembra. Quando foi investigar a falta de sono da filha, veio o diagnóstico de autismo. “Até descobrir o que era, passei muito tempo sem dormir. Ali cogitei largar tudo, mas o tratamento me fez persistir”, relembra.

Atualmente, a prioridade de Sarah é maternar a pequena Isis, de 3 aninhos, e entra na rotina para trabalhar presencialmente do escritório um período por dia, quando ela aproveita para fazer reuniões, buscar tendências e se capacitar para levar inovação para seus negócios e os clientes. De olho no futuro, a tocantinense pretende trabalhar menos e ganhar mais. “Esse é o plano de todo mundo, mas eu pretendo dedicar mais e mais tempo à minha filha e acompanhá-la nas terapias”, planeja.

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